O BECO DA AGRIDOCELANDIA DA PITTY FINAL
e o batizamos de Beto Bruno. Ele tem a ver com o Beto também.A essa altura já era noite, e a fome apertou. Martin fez um macarrão com uma receita que, disse ele, “é aquela clássica sua, mas melhorada”. Vinho pra acompanhar, e a mesa de jantar já virou um brainstorm do que seria essa gravação, do que faríamos nos próximos dias, planos, delírios, possibilidades. A ideia de gravar um disco num esquema desses- casa no meio do mato com os equipamentos disponíveis e imersão total de todos os envolvidos- era um sonho antigo meu. Sempre quis fazer isso desde que assisti o Funky Monks dos Chilli Peppers, e imaginava que esse clima era perfeito para uma sonoridade como a do Agridoce. Martin também compartilhava dessa vontade, e Rafael, parceiro, entusiasta e aventureiro como sempre, comprou a briga. E aqui estamos nós.Depois do jantar, hora do ensaio. Demos uma passada nas músicas para lembrar a forma, fizemos a audição de algumas demos que tínhamos gravado na minha casa. Noite adentro, Martin pega o ukulele. Eu pego um tecladinho Casio. Ele tinha feito uma música e pediu pra eu inventar alguma coisa. Saiu a música mais brega, fofa e de churrascaria que a gente poderia fazer na vida. Estávamos brincando, e estava divertido. Resolvemos gravá-la de qualquer jeito, só pra registrar o momento. Rolou até umas maracas. Ficou uma coisa meio mariachi, eu cantarolando qualquer coisa num portunhol bem safado. Crises de riso.Quatro da matina. Hora de dormir, que amanhã é que a brincadeira começa de verdade.
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